terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

BE na freguesia presta contas

Bloco na freguesia:
Uma nova força que se sente!
Após as eleições autárquicas de 2009, a composição da Assembleia de Freguesia de Santa Cruz é a seguinte: 6 eleitos/as pela coligação PSD/CDS, 4 pelo PS, 2 pela CDU e 1 pelo BE. O Bloco estreou-se assim na Assembleia desta freguesia.
O pontapé de saída, dado na reunião para eleger a Mesa da Assembleia, foi um episódio caricato, mas merece alguma reflexão: uma maioria (7 do PS, CDU e BE) absteve-se e a minoria (6 do PSD/CDS) ganhou a Mesa.
Ao longo de um ano, o BE apresentou várias propostas de mudança (e não uma mera listagem de mercearia), defendendo a aproximação entre eleitores/as e eleitos/as, lutando pela manutenção dos serviços públicos e por um ambiente mais sustentável.
Criticámos os cabazes de Natal. Propusemos a criação da Comissão Social de Freguesia. Introduzimos a descentralização das Assembleias no Regimento. Lutámos contra a privatização da Água. Defendemos o Metro Mondego. Ajudámos a elencar os pontos negros da freguesia. Batalhámos por uma rede de oleões, a nível da freguesia.
Sente-se uma nova força nesta Assembleia de Freguesia. Passou-se um ano e um outro já cá está. Continuaremos a lutar com dinamismo por uma gestão mais transparente, que dê voz aos fregueses e às freguesas.
30 Dezembro de 2009:
Cabazes de Natal não são solução!
No final de cada ano, torna-se vulgar assistir á distribuição de cabazes de Natal, como se esse gesto resolvesse os problemas da pobreza. Trata-se de uma espécie de rebuçados de Natal e de uma certa propaganda junto de quem tem os sentidos arruinados, os empregos perdidos e vive numa miséria envergonhada ou despida. "Tempos difíceis!", diria Charles Dickens. É necessário um verdadeiro espírito da solidariedade e vontade de vencer a indiferença produzida pela ideologia que trata as pessoas como meros números e sem um pingo de humanidade.
30 Dezembro de 2009:
Comissão Social de Freguesia
A Assembleia de Freguesia aprovou, por unanimidade, uma Recomendação apresentada pelo BE sobre a criação da Comissão Social de Freguesia, tendo em conta o agravamento das situações de pobreza e exclusão social e considerando a necessidade de se encontrarem soluções locais para problemas locais.
14 Janeiro de 2010:
Descentralização dos Locais de Reunião
A Assembleia de Freguesia aprovou, com 7 votos a favor (BE, CDU e PS) e 6 contra (CDS e PSD), uma Recomendação apresentada pelo BE sobre locais de reunião, tendo em conta a necessidade de descentralizar reuniões da Assembleia, criando factores de proximidade com as populações da freguesia.
29 Abril de 2010:
Contra a Privatização da Água
A Assembleia de Freguesia aprovou, com 7 votos a favor (BE, CDU e PS), 5 contra (PSD) e 1 abstenção (CDS), uma Moção apresentada pelo BE contra a privatização da Água, considerando-a um bem comum e de todos, cuja gestão deverá permanecer num serviço público.
29 Abril de 2010:
Contra a Suspensão ou Amputação do Metro
A Assembleia de Freguesia aprovou, por unanimidade, uma Moção apresentada pelo BE, manifestando o repúdio pela suspensão ou amputação do Metro Mondego, considerando-o um projecto de mobilidade sustentável, que visa a melhoria da vida de milhares de cidadãos
30 Setembro de 2010:
Lista de Pontos Negros
Falta de saneamento básico na Pedrulha; necessidade de obras na EB1 da Pedrulha e no Parque Infantil da Conchada; necessidade de semáforo no cruzamento da rua de Aveiro com a rua Figueira. da Foz; falta de passeio na rua Figueira da Foz; falta de iluminação nas passadeiras da Av. Fernão Magalhães e na Ladeira de Santa Justa; falta de números nos edifícios de Coselhas.
28 Dezembro de 2010:
Rede de Oleões na Freguesia
A Assembleia de Freguesia aprovou, com 11 votos a favor e 1 abstenção, uma Recomendação apresentada pelo BE sobre a criação da rede de oleões em 10 locais da freguesia, tendo em conta a necessidade da implementação de um sistema de recolha dos óleos alimentares usados, que possa contribuir para a defesa do ambiente e da saúde pública.
28 Dezembro de 2010:
Orçamento e Plano para 2011
O Plano para 2011 parecia ser uma cópia do anterior com algumas novidades, mas mantendo um rol de acções já anunciadas. Cerca de 50% das despesas do Orçamento destinam-se a diversas construções, mas não se descortina quanto se destina a cada obra. Abstivemo-nos na votação.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Maioria chumbou documentos sobre Taxas

No passado dia 13 de Janeiro, realizou-se uma Assembleia Extraordinária da Freguesia de Santa Cruz para discussão do Projecto e o Regulamento de Taxas, feito pela SmartVision, empresa contratada pela Junta de Freguesia.
Quanto ao Regulamento de Taxas, o deputado do BE criticou o aumento nas taxas sobre os documentos (cerca de 60%), a descida no custo dos jazigos (cerca de 60%), a manutenção de taxas baixas nos cães (para fins económicos e perigosos) e a taxa para o uso do Polidesportivo. Entretanto, apresentou as seguintes propostas:
a)- tendo em conta o aumento do custo de vida e a pauperização de diversos sectores da população, deveria ser mantido o anterior valor das taxas sobre os documentos;
b)- deveria ser mantido o anterior valor das taxas sobre os jazigos;
b)- tendo em vista desincentivar algumas práticas sociais, deveria ser duplicado o valor das taxas nos cães para fins económicos e cães perigosos:
c)- tendo em vista incentivar a prática desportivas, deveria ser reduzida a taxa do uso do Polidesportivo.
Depois das intervenções dos deputados da CDU e do PS, abordando estes e outros assuntos, o Presidente da Junta de Freguesia interviu, defendendo o Regulamento de Taxas apresentado, sem aceitar a introdução de qualquer alteração.
Finalmente, procedeu-se à votação dos documentos, que obteve 7 votos contra (BE, CDU e PS) e 6 a favor (CDS e PSD). A maioria (BE, CDU e PS) acabou por chumbar os documentos sobre Taxas apresentado pela coligação de direita.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Rede de Oleões na Freguesia

No passado dia 28 de Dezembro, a Assembleia de Freguesia de Santa Cruz aprovou, com onze votos a favor e uma abstenção, uma Recomendação apresentada pelo Bloco de Esquerda, tendo em vista a criação de uma rede de contentores para recolha de óleos alimentares usados (oleões). Veja o texto aprovado.
Apesar de existirem oleões, a nível concelhio, perto das juntas de freguesia de Antuzede, Ceira, Eiras, Sta. Clara, Sto. António dos Olivais, S. Martinho de Árvore, S. Martinho do Bispo, Taveiro, Torre de Vilela e Torres do Mondego, este seria um passo em frente para a implementação de uma rede, a nível de freguesia.

Recomendação: Criação de uma Rede de Oleões

- Considerando que tem havido uma má gestão dos óleos alimentares usados, que geralmente são descarregados na rede de colectores de águas residuais, produzindo grandes impactos ambientais negativos;
- Tendo em conta a necessidade da implementação de um sistema de recolha selectiva dos óleos alimentares usados, que possa contribuir para a defesa do ambiente e o benefício da saúde pública.

A Assembleia de Freguesia de Santa Cruz, reunida em sessão ordinária, no dia 28 de Dezembro de 2010, aprovou a criação de uma rede de contentores para a deposição dos óleos alimentares usados em locais públicos - perto da EB1 da Conchada, perto da EB1 de Coselhas, perto da EB1 da Pedrulha, na Rua 4 de Julho, no Terreiro da Erva, perto do edifico dos Lázaros, na Rua do Padrão, em frente ao Jardim da Manga e no passeio da Av. Fernão de Magalhães (junto do SINTAP) – e a dinamização de uma campanha de sensibilização pública.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Holocausto Cigano: Ontem e Hoje (I parte)


Holocausto Cigano: Ontem e Hoje (primeira parte)
José Steinsleger *

1496: Auge do pensamento humanista. Os povos rom (ciganos) da Alemanha, são declarados traidores para com os países cristãos, espiões a soldo dos turcos, portadores da peste, bruxos, bandidos e sequestradores de crianças.

1710: Século das luzes e da razão. Uma lei ordena que os ciganos adultos de Praga sejam enforcados sem julgamento. Os jovens e as mulheres são mutilados. Na Boémia, cortam-lhes a orelha esquerda. a Morávia, a orelha direita.

1899: Clímax da modernidade e do progresso. A polícia da Baviera cria a Secção Especial de assuntos ciganos. Em 1929, a secção foi elevada à categoria de Central Nacional e transferida para Munique. Em 1937, instala-se em Berlim. Quatro anos depois, meio milhão de ciganos morre nos campos de concentração da Europa central e do Leste.

2010: Fim das ideologias (sic). Em Itália, (onde nasceu a razão do Estado) e, em França (sede mundial da elite intelectual), os gabinetes de ambos governos (com forte apoio popular, o seja, democráticos), deportam milhares de ciganos para a Bulgária e Roménia.

A tragédia dos rom começou nos Balcãs. Que drama europeu não começou nos Balcãs? Em meados do século XV, o príncipe Vlad Dracul (o Demónio, um dos heróis nacionais da resistência contra os turcos), regressou de uma batalha travada na Bulgária com 12.000 escravos ciganos. Com certeza…não era cigano o misterioso cocheiro do conde Drácula?

O doutor Hans Globke, um dos redactores das leis de Nuremberga sobre a classificação da população alemã (1935), declarou: os ciganos são de sangue estrangeiro. Estrangeiros de onde? Sem poder negar que cientificamente eram de origem ariana, o professor Hans F. Guenther classificou-os numa categoria à parte: Rassengemische (mistura indeterminada).

Na sua tese de doutorado Eva Justin (assistente do doutor Robert Ritter, da secção de investigações raciais do Ministério da Saúde alemão), afirmava que o sangue cigano era perigoso para a pureza da raça alemã. E um tal doutor Portschy enviou um memorando a Hitler sugerindo que os submetesse a trabalhos forçados e à esterilização em massa, porque punham em perigo puro sangre pura do campesinato alemão.

Classificados de criminosos inveterados, os ciganos começaram a ser detidos em massa e, a partir de 1938, foram internados em blocos especiais n os campos de Buchenwald, Mauthausen, Gusen, Dautmergen, Natzweiler e Flossenburg.

Num campo da sua propriedade de Ravensbruck, Heinrich Himmler, chefe da Gestapo (SS), criou um espaço para sacrificar mulheres ciganas que eram submetidas a experiências médicas. Esterilizaram-se 120 meninas ciganas. No hospital de Dusseldorf-Lierenfeld esterilizaram-se ciganas casadas com não ciganos.

Milhares de ciganos foram deportados da Bélgica, Holanda e França para o campo polaco de Auschwitz. Nas suas Memorias, Robert Hoess (comandante de Auschwitz), conta que entre os deportados ciganos havia velhos quase centenários, mulheres grávidas e um grande número de crianças.

No gueto de Lodz (Polónia), as condições foram extremas. Nenhum dos 5.000 ciganos sobreviveu. Mais de trinta mil morreram nos campos polacos de Belzec, Treblinka, Sobibor e Maidaneck.

Durante a invasão alemã à União Soviética (Ucrânia, Crimeia e países bálticos) os nazis fuzilaram em Simvirpol (Ucrânia) 800 homens, mulheres e crianças na noite de Natal, em 1941. Na Jugoslávia, executava-se por igual ciganos e judeus no bosque de Jajnice. Os camponeses recordam os gritos das crianças ciganas levadas para os locais de execução.

Segundo consta nos arquivos das Einsatzgruppen (patrulhas móveis de extermínio do exército alemão), ter-se-iam assassinado 300.000 ciganos na URSS e 28.000 na Jugoslávia. O historiador austríaco Raoul Hilberg, estima que antes da guerra viviam na Alemanha 34.000 ciganos. Ignora-se o número de sobreviventes.

Nos campos de extermínio, só o amor dos ciganos pela música foi às vezes um consolo. Em Auschwitz, esfomeados e cheios de piolhos, juntavam-se para tocar e estimulavam as crianças a bailar. Mas também era lendária a coragem dos guerrilheiros ciganos que militavam na resistência polaca, na região de Nieswiez.

“Também eu tinha/uma grande família/foi assassinada pela Legião Negra/homens e mulheres foram esquartejados/entre elas também crianças pequenas [versos do hino rom].”

As exigências de assimilação, expulsão ou eliminação (não necessariamente por esta ordem) justificariam a afeição dos povos rom pelos talismãs. Os ciganos têm três nomes: um, para os documentos de identidade do país onde vivem; outro, para a comunidade e, um terceiro, que a mãe musa durante meses ouvia do recém-nascido. Esse nome, secreto, servirá como talismã para protegê-lo contra todo o mal.

* José Steinsleger é escritor e jornalista argentino. Texto publicado em La Jornada (México). Tradução: António José André.

Associação Cigana de Coimbra homenageou cidadãos

A Associação Social, Recreativa e Cultural Cigana de Coimbra homenageou, no passado sábado, dia 11 de Dezembro, os seguintes cidadãos que têm «lutado pelas causas ciganas», em Portugal: Carlos Miguel, Mirna Montenegro, João Antunes, Sérgio Aires, Alexandra Castro, Olga Mariano, João Seabra e Piménio Teles.
Foto: Carlos Miguel, presidente da CM de Torres Vedras

«Existe trabalho de muita gente que, na maior parte dos casos, são cidadãos desconhecidos», afirmou Rei Neves, tesoureiro da Associação. O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, de origem cigana, não pôde estar presente, mas enviou uma mensagem, agradecendo a distinção e defendendo que «todos têm que se abrir aos outros».

Foto: Mirna Montenegro - Instituto Comunidades Educativas
Perante dezenas de pessoas, os promotores entregaram troféus com símbolos da cultura cigana e da própria associação, às pessoas distinguidas «pelas suas actividades e intervenção em prol da cidadania igualitária». A cerimónia incluiu uma intervenção musical em que Henrique Barbosa cantou algumas canções, acompanhado à viola por um amigo, seguida de um lanche.

A Associação Social, Recreativa e Cultural Cigana de Coimbra, que congrega cidadãos ciganos e não ciganos, é agora presidida por Osvaldo Grilo. Foi fundada há 11 anos e tem a sua sede num edifício do Bairro da Rosa, a norte da cidade.
A seguir será postado um interessante texto, por mim traduzido: “O holocausto cigano”.




segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Agricultura Urbana

No princípio de Novembro, realizou-se um colóquio sobre hortas urbanas, promovido pelo Museu da Ciência da U.C. e pelo C.E.S., contando com a presença de Francisco Queirós, vereador da Habitação da C.M.C., bem como de Giovanni Allegretti e Juliana Torquato Luiz, do C.E.S.

Incentivar boas práticas ambientais, requalificar espaços urbanos e contribuir para projectos de inclusão social são algumas das vantagens da agricultura urbana. A implementação da agricultura urbana poderá ser uma resposta para enfrentar a actual crise sócio-económica e ambiental.

Quer pela sua capacidade de promover a coesão social e de fomentar relações inter-culturais, quer pelo seu contributo para o equilíbrio ecológico, a agricultura urbana é um dos temas que o núcleo do BE da freguesia de Santa Cruz se propõe abordar, debater e implementar nio terreno.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Almoço com Francisco Louçã

A Coordenadora Distrital do Bloco vai organizar, no dia 27 de Novembro (sábado), um almoço, que contará com a presença de Francisco Louçã. Esta iniciativa terá lugar no Hotel Bragança, em Coimbra, a partir das 12:45h.

Da ementa constará: entradas, sopa camponesa, panados com arroz de feijão, semi-frio de frutos e bebidas (vinho, sumo ou água e café). Custo: 5€ para jovens e 10€ para outr@s. As inscrições deverão ser feitas, até dia 25/11, para 964167025 ou coimbra.distrital@bloco .org.
PARTICIPA!
Traz amig@s também…